Os Caça-Fantasmas estão de volta. Confira tudo o que o game tem a oferecer em um review detalhado do jogo.
Você talvez tenha visto alguma tentativa de capturar fantasmas com um aspirador de pó ou uma máquina fotográfica. Quem já está na faixa dos 30 anos ou tem interesse em clássicos dos anos 80 sabe que o que funciona para aprisionar fluídos de ectoplasma são os feixes de prótons. Depois de anos de ausência, os Caça-Fantasmas estão preparando seu retorno, sendo o jogo o primeiro passo do empreendimento.
Ghostbusters: The Video Game recebeu tratamento para ficar o mais próximo possível dos filmes. O enredo acontece dois anos depois do último filme, lançado em 1989, e foi escrito por Dan Aykroyd e Harold Ramis, atores e também roteiristas dos dois longas. Os personagens do jogo foram digitalizados a partir dos atores reais, que também dublaram Peter Venkman, Raymond Stantz, Egon Spengler e Winston Zeddmore, os Caça-Fantasmas. O jogador será um caça-fantasma novato, que está aprendendo o ofício de caçar fantasmas - tanto que o modo single player se chama Career.

Baile da saudade
Uma situação que acontece também com filmes é a dificuldade de trazer de volta sucessos dos anos 80. Filmes como Um Príncipe em Nova York e Braddock tem um estilo, trilha sonora e a pieguice que pertencem àquela época. Caça-Fantasmas faz parte desse grupo. A comédia se misturava com muita facilidade à ação e os enredos esbanjavam autenticidade. Além disso, um ponto muito forte que torna o jogo ainda mais fiel ao filme é a trilha sonora. Não fazem mais músicas desse tipo atualmente. É algo muito peculiar dos anos 80, assim como a boa fase de Michael Jackson.
O trabalho de levar este clássico oitentista para o século 21 foi feito de maneira fiel. Não houve adaptações como ambientação futurística nem o manjado recurso de contar como eram os Caça-Fantasmas antes do primeiro filme. Porém, algumas coisas não combinaram com um jogo de videogame. O ritmo da ação torna-se repetitivo para a duração de um jogo (ainda que Ghostbusters seja curto). Os diálogos ficaram longos demais para um game de ação; pior, ocorrem em momentos inoportunos. Enquanto o recruta está combatendo os fantasmas, os outros membros do time seguem conversando, seja dando ordens ou comentando algo. Mesmo para quem entende inglês, fica muito difícil manter a atenção no diálogo enquanto a arma de prótons está falando.

A tendência de deixar a tela livre de indicadores contribui para aumentar a sensação de que estamos vendo um filme. Recurso emprestado de Dead Space, o status é indicado por barras na mochila dos personagens. O problema é que a falta de um mapa ou alguma indicação do caminho pode quebrar o ritmo do jogo e, pior, fazer com que seja preciso ficar um bom tempo vasculhando a área com o PKE (o detector de fantasmas). Usando o aparelho, você consegue obter informações sobre os fantasmas, como o seu histórico e pontos fracos. É um meio de se aprofundar na história, ainda que a interface não seja tão atraente.
Um ponto que dificulta é que a voz dos quatro personagens é muito parecida. Se você é fã, provavelmente assistiu às versões dubladas, então não tem como conhecer tão bem as vozes dos atores americanos. Nessa situação, ter um bom sistema de som ajuda.
Comentários
fabio, em 23/08/2009 17:18:39
to jogando e curtindo muito, mas concordo que um mapa viria calhar mas naa que atrapalhe o jogo.
JEDI, em 03/07/2009 11:57:12
Bom Dia, Top Games, Adorei o jogo para ps2, emocionante e bem elaborado, de matar saudades, de todo o grupo dos caça fantasmas e do grande geleia. Quem nao viu ainda, precisa ver. Sensacional. Abraço a todos.
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